A minha flor nasce dentro de mim, / tem raízes muito fortes que tocam a terra, / o seu caule é comprido / e as suas pétalas transparentes como a água que jorra na serra.
Por vezes, a flor fecha-se nos dias mais cinzentos / para logo de seguida receber de novo o sol, / que bate nelas, dando uma sensação de alegria. / O meu caule cresce ainda mais que por vezes penso ser um girassol.
Neste jardim, existem outras flores, / umas altas, outras baixas, outras fortes e grandes, / por vezes, lutam entre si, /todas querem um lugar neste jardim.
terça-feira, 29 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Quadras soltas
Ano a ano vamos passando / cada vez mais idosos / mas o tempo que gastamos / torna-nos mais formosos.
Toda a idade é bela / mas a terceira não fica atras / quanto mais a percorremos / mais nos sentimos capazes.
Ser jovem não está na idade / está no nosso coração / vamos dando passos em frente / sem perder-mos a razão.
Nossas caras enrugadas / nossas mãos envelhecidas / vamos indo pelas estradas / que se atravessam na nossa vida.
Têm seixos e calhaus / que desviamos com o andar / nem todos são tão maus / mas às vezes, dão que pensar.
Desta vida muito eu espero / apesar daquilo que já vivi / não entra em mim o desespero / nem quero saber do que sofri.
Quero pular e saltar / embora com dificuldade / quero continuar a amar /porque o amor não tem idade.
Quando olhas para mim / quase me encandeias / o amor não tem fim / pois corre nas minhas veias.
Toda a idade é bela / mas a terceira não fica atras / quanto mais a percorremos / mais nos sentimos capazes.
Ser jovem não está na idade / está no nosso coração / vamos dando passos em frente / sem perder-mos a razão.
Nossas caras enrugadas / nossas mãos envelhecidas / vamos indo pelas estradas / que se atravessam na nossa vida.
Têm seixos e calhaus / que desviamos com o andar / nem todos são tão maus / mas às vezes, dão que pensar.
Desta vida muito eu espero / apesar daquilo que já vivi / não entra em mim o desespero / nem quero saber do que sofri.
Quero pular e saltar / embora com dificuldade / quero continuar a amar /porque o amor não tem idade.
Quando olhas para mim / quase me encandeias / o amor não tem fim / pois corre nas minhas veias.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Olhos negros
Aquela praia de areia preta, / como eu nunca vi, / lembro-me a cor dos olhos /que numa noite de verão eu conheci.
Somente a lua brilhava, / pareciam dois faróis, / a iluminar a calçada.
Por eles fiquei perdida, / redondos como a lua,/ mas depois fiquei sentida, / quando sobe que não era tua.
Restou-me a areia da praia, / nela me deitei, / e ali sósinha e triste, / meus cantares entoei !.
O luar fez-me companhia / e ouviu as minha mágoas, / mas quando rompeu o dia, / tinham ido com as águas.
Somente a lua brilhava, / pareciam dois faróis, / a iluminar a calçada.
Por eles fiquei perdida, / redondos como a lua,/ mas depois fiquei sentida, / quando sobe que não era tua.
Restou-me a areia da praia, / nela me deitei, / e ali sósinha e triste, / meus cantares entoei !.
O luar fez-me companhia / e ouviu as minha mágoas, / mas quando rompeu o dia, / tinham ido com as águas.
Deixem-me ser eu
Porra! Não posso dizer nada, / que sou logo censurada, /se abro a boca para falar, / dizem-me p´ra fechar.
Se olho para a direita , / não é sítio para olhar, / se riu, ninguém sabe porquê , / mas não choro, / seria adivinhar a lágrima do meu olho.
Se pergunto porqûe, / é porque sou intrometida, / gaita, já não sei o que fazer / à minha vida!
Se não concordo, / sou antiquada, frustrada, / se dou, é a minha obrigação, / se não dou, / quero levar tudo para o caixão.
Porra, deixem-me dizer uma palavra, / deixem-me SER EU!
Se olho para a direita , / não é sítio para olhar, / se riu, ninguém sabe porquê , / mas não choro, / seria adivinhar a lágrima do meu olho.
Se pergunto porqûe, / é porque sou intrometida, / gaita, já não sei o que fazer / à minha vida!
Se não concordo, / sou antiquada, frustrada, / se dou, é a minha obrigação, / se não dou, / quero levar tudo para o caixão.
Porra, deixem-me dizer uma palavra, / deixem-me SER EU!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Entrou a felicidade
A porta abriu, olhei e perguntei, / quem é? / O maior silêncio se ouviu. / Fui pé ante pé,
Tornei a perguntar, / não ouvi resposta, / seria o vento a soprar? / A porta mais se abria.
Senti algo no meu corpo / um frio o percorreu / parecia que estava morto / em pouco tempo arrefeceu.
Quis mexer-me e minha voz soltar / a porta estava aberta / mas, ninguém vi entrar.
Quem está aí? / Voltei a perguntar. / Resposta não ouvi / solucei, parei de chorar.
Levei as mãos à cabeça / deixei os olhos secar / não tinha pressa / uma brisa senti no ar.
Segredou-me ao ouvido, / não tenhas medo, / sou a felicidade / que vem morar contigo.
Tornei a perguntar, / não ouvi resposta, / seria o vento a soprar? / A porta mais se abria.
Senti algo no meu corpo / um frio o percorreu / parecia que estava morto / em pouco tempo arrefeceu.
Quis mexer-me e minha voz soltar / a porta estava aberta / mas, ninguém vi entrar.
Quem está aí? / Voltei a perguntar. / Resposta não ouvi / solucei, parei de chorar.
Levei as mãos à cabeça / deixei os olhos secar / não tinha pressa / uma brisa senti no ar.
Segredou-me ao ouvido, / não tenhas medo, / sou a felicidade / que vem morar contigo.
Se eu gritar.......
Se me vires gritar / não perguntes porquês / se me vires chorar / finge que me não vês.
Passa adiante / segue o teu caminho / o meu, é errante, / sei qual é o meu destino.
Por favor não me distraias / sei aonde irei, / mesmo a chorar, ou mesmo a gritar / não volto por onde passei.
Aquele chão já está pisado, / agora caminho para outro lado, / para trás é que não, /não teria qualquer perdão / se para trás voltasse / ou se o mesmo chão pisasse.
Caminho por cima das pedras, / mesmo que elas meus pés cortem / por frente encontrarei um rio, / lavarei minhas feridas, / sei que irei sentir frio, / minhas passadas não foram perdidas.
Vou parar de gritar / podes perguntar porquê, / já não vou chorar, /aqui ninguém me vê / pelos mesmos caminhos / não vou jamais passar !.
Passa adiante / segue o teu caminho / o meu, é errante, / sei qual é o meu destino.
Por favor não me distraias / sei aonde irei, / mesmo a chorar, ou mesmo a gritar / não volto por onde passei.
Aquele chão já está pisado, / agora caminho para outro lado, / para trás é que não, /não teria qualquer perdão / se para trás voltasse / ou se o mesmo chão pisasse.
Caminho por cima das pedras, / mesmo que elas meus pés cortem / por frente encontrarei um rio, / lavarei minhas feridas, / sei que irei sentir frio, / minhas passadas não foram perdidas.
Vou parar de gritar / podes perguntar porquê, / já não vou chorar, /aqui ninguém me vê / pelos mesmos caminhos / não vou jamais passar !.
Esse teu passo apressado
Quando por ti passo perto / e vejo a tua vaidade / muita gente pensa decerto / que tudo em ti é verdade!
Teu olhar arrogante e triste / nos teus óculos escondido, / lembras algo que não existe / e que não tenhas vivido.
Passas apressada correndo / como se a rua fosse tua, / mas doutros também é / o mesmo sol e a mesma lua.
Quando por ti passar / alguém que te conheça / não custa cumprimentar, / não lhe vires a cabeça.
Com um sorriso modesto, / estende-lhe a tua mão, / e assim com esse gesto / é como lhe desses pão!
Teu olhar arrogante e triste / nos teus óculos escondido, / lembras algo que não existe / e que não tenhas vivido.
Passas apressada correndo / como se a rua fosse tua, / mas doutros também é / o mesmo sol e a mesma lua.
Quando por ti passar / alguém que te conheça / não custa cumprimentar, / não lhe vires a cabeça.
Com um sorriso modesto, / estende-lhe a tua mão, / e assim com esse gesto / é como lhe desses pão!
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